Análise de Daylight

Imagine acordar em um hospital abandonado, sem memória e somente com o seu celular nas mãos. Pois bem, é exatamente dessa meneira que começa o game Daylight, desenvolvido pela Zombie Studios e lançado pela Atlus para o PS4. No game você controla Sarah, uma mulher sem memória e que acaba de acordar em um hospital abandonado. O objetivo é simples: encontrar uma saída. Durante a aventura, Sarah irá mergulhar no passado sombrio do lugar enquanto testemunha cadeiras de roda que se movem sozinhas, barulho de portas e gavetas e algumas aparições de espíritos. Para quem curte fortes emoções um fone de ouvido e as luzes apagadas são recomendados!

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Daylight segue o gênero de jogos de terror em primeira pessoa que se tornou muito popular na plataforma Steam com jogos como Outlast, Amnesia e Slender. No controle de Sarah, o celular serve como fonte de iluminação e também como mapa. O mapa, aliás, é minúsculo e muitas vezes atrapalha mais do que ajuda.

Não espere encontrar pistolas ou facas. Os itens disponíveis são o sinalizador (flare), que mantém os espíritos longe e os bastões fluorescentes (glowsticks), que ajudam a encontrar segredos pelos mapas.

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Daylight apresenta um padrão de jogo simples mas muito repetitivo: dentro de um labirinto, você precisa recolher todos as memórias (páginas de jornais e diários) para então liberar um objeto do passado. Esse objeto servirá de chave para liberar o próximo labirinto do game. E assim em diante. Basicamente você explora os labirintos, recolhendo os itens e levando pequenos sustos em alguns momentos. Tais labirintos são confusos e frequentemente você estará perdido no meio dos corredores intermináveis e tendo somente o pequeno mapa do celular para te guiar.

Os efeitos sonoros de Daylight ajudam a criar uma atmosfera de terror e suspense, principalmente se você estiver jogando com um fone de ouvido. Embora o game tenha sido o primeiro a usar o motor gráfico Unreal Engine 4, a parte gráfica é uma verdadeira decepção: as texturas são repetidas e de baixa qualidade.

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O destaque do game, pelo menos tecnicamente, é a geração procedural de conteúdo (GPC), que faz com que os labirintos e a localização das memórias, espiritos e itens, seja diferente a cada vez que você joga. Parece interessante, certo? Tal característica deveria aumentar o valor de replay do game. O grande problema é que você dificilmente vai querer jogar Daylight uma segunda vez (e talvez nem mesmo uma primeira). Com seu gameplay repetitivo, labirintos confusos e e gráficos abaixo da média, não existe qualquer motivo para você aguentar as poucas horas de gameplay oferecidas. Economize o seu tempo, e dinheiro, e fique longe de Daylight!

Game Box

DaylightPlataformas:
PS4, Windows
Desenvolvedor:
Zombie Studios
Distribuidora:
Atlus
Lançamento:
29/04/2014

  • Geração dinâmica de conteúdo
  • Efeitos sonoros de arrepiar!
  • Repetitivo!
  • Gráficos abaixo da média
  • Mapa minúsculo
  • …Repetitivo!
Daylight garante alguns sustos, porém é repetitivo e muito confuso. Procure outro game do tipo como o bom Outlast!

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Sobre: André Machado

André Machado é um gamer hardcore, desenvolvedor na Ubisoft Montreal, blogger, youtuber e ex-stargamer. :) Saiba mais sobre o autor.

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